Domingo, 29 de Março, 2026
Segunda-feira, 21 de Julho, 2025

Xalingo, tradicional indústria de brinquedos, aos 79 anos, pede recuperação judicial

Empresa gaúcha, com sede em Santa Cruz do Sul, atribui a crise a fatores como a concorrência de importados, juros elevados e cópia de produtos por ex-funcionários e ex-representantes comerciais.


©Xalingo/Divulgação

A Xalingo tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), sendo que com a crise, unidades fora do Rio Grande do Sul foram fechadas.

Fundada em 1947, a Xalingo pediu recuperação judicial. A dívida do grupo que inclui a tradicional fabricante de brinquedos, supera R$ 69,8 milhões, que tem sede em Santa Cruz do Sul e é muito conhecida pelos blocos de madeira da linha "Brincando de Engenheiro". Os principais credores são Banco do Brasil, Badesul, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Bradesco e Sicredi Vale do Rio Pardo.

Pela petição inicial, atribui a crise, que se intensificou de 2022 para cá, à elevada importação, investimento constante em novos brinquedos, uso maior de telas digitais pelas crianças, juro e custos logísticos elevados.

Entre os anos de 2022 e 2024, a receita operacional líquida sofreu redução expressiva, passando de R$ 116,7 milhões para R$ 84,2 milhões, o que representa uma queda acumulada aproximada de 28% no faturamento.

Paralelamente à retração do mercado, observou-se intensificação da concorrência entre os anos de 2021 e 2023, notadamente pela reprodução indevida de produtos desenvolvidos pela companhia. Parte significativa dessas cópias foi promovida por empresas constituídas por ex-colaboradores e ex-representantes comerciais, afirmam fontes ligadas à empresa.

Os problemas ocorreram enquanto a Xalingo investia para instalar uma fábrica em São Paulo:

Contudo, a implementação da unidade enfrentou dificuldades relevantes, incluindo atraso aproximado de um ano na obtenção das licenças ambientais necessárias, demora no início pleno das operações, baixa produtividade inicial da planta, elevada rotatividade de funcionários e sucessivas mudanças na equipe de gestão local.

Então, de um lucro de R$ 8,8 milhões em 2020, a empresa passou a um prejuízo de R$ 30 milhões em 2025. Resta hoje a fábrica de Santa Cruz, com 36 mil metros quadrados. A indústria de Itupeva (SP) e o centro logístico de Barra Velha (SC) foram fechados.

Para que a Xalingo entre em recuperação judicial, será preciso da autorização da Justiça. Caso consiga, o próximo passo será fazer o plano de reestruturação, que precisará ser aprovado por credores, enquanto cobranças serão suspensas.

A redação da Brincar tentou contato com a empresa para obter um posicionamento oficial sobre o caso, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno. Este espaço permanece aberto para atualização.

Com informações: GZH


©Xalingo/Divulgação

Tradicional blocos de madeira da linha da fabricante gaúcha Xalingo, que inclui o "Brincando de Engenheiro", entre outros.

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